Este blog tem por objetivo a publicação de trabalhos desenvolvidos na EJA do C E Manuel de Abreu referentes ao projeto Maratona Cultural.







sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Moqueca da Angélica

Com um litoral tão extenso, é natural que os pratos que contenham frutos do mar sejam variados.
Angélica faz uma apresentação e traz a receita de um destes pratos:

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Dragão do Mar

"Há muito tempo nas águas da Guanabara, o Dragão do Mar reapareceu...”

Mas, o que era este dragão, e em que águas ele viveu?!

Francisco José do Nascimento, o Chico da Matilde, mulato, nasceu em 1839, foi criado pela mãe com dificuldades e tornou-se jangadeiro nos mares do Ceará. Aprendeu a ler com 20 anos de idade.

Líder nato e revolucionário, liderou o movimento para o fechamento do Porto de Fortaleza, onde trabalhava, impedindo o envio de escravos para as regiões ao sul do país.

Isso lhe valeu o apelido de Dragão do Mar e a expulsão do trabalho que exercia no porto.

Chico da Matilde disse na época:

"Não há força bruta neste mundo que faça reabrir o Porto ao tráfico negreiro.


O Dragão do Mar, em imagem de Angelo Agostini, para a Revista Ilustrada- 1884

Sua luta, junto aos demais companheiros, levou à libertação dos escravos na província a 25 de março de 1884.

O herói abolicionista faleceu em seis de março de 1914.

Fontes:

http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/FranJNas.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_Jos%C3%A9_do_Nascimento

http://www.canoabrasil.com/dragao-do-mar.html


Este texto é resultado de pesquisas desenvolvidas pelos alunos da Oficina de Informática para o tema “Lideranças Negras no Brasil”.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Culturas indígenas

No dia 17 de novembro esteve em visita a nossa escola, Thini-á Fulni-ô para falar sobre os modos de vida e os costumes do seu povo. Segundo nosso visitante, seria preciso “conhecer para não discriminar”, pois que a discriminação é filha do desconhecimento. Thini-á buscou esclarecer logo ao começo de sua palestra: ele faz parte de um dos muitos povos indígenas que existem no país.
Mas as diferenças entre estes povos não são reconhecidas, pois que todos eles são reduzidos através de uma única palavra: índio. No entanto eles são muitos e diversos, com variadas culturas, crenças e línguas.
Veja e ouça Thini-á Fulni-ô, quando em visita ao Museu do Índio:



Para conhecer um pouco mais sobre a cultura dos Fulni-ô e o trabalho de Thini-á, visite http://thiniafulnio.com.br.

Farofa Nacional

A farofa é um produto típico da culinária nacional, e embora não seja o prato principal em uma refeição, tem seus admiradores...
Veja a apresentação que a Sueli desenvolveu sobre a farofa:

terça-feira, 23 de novembro de 2010

O Mestre-sala dos Mares

O dia 20 de novembro é marcado como dia da Consciência Negra, homenageando Zumbi dos Palmares e sua luta contra a escravidão, como parte do reconhecimento de uma contribuição histórica que precisa ser resgatada: a dos povos negros na formação do que somos como país, e de quem somos nós enquanto povo.

Entre os personagens desta história muitas vezes não contada, encontramos o marinheiro João Cândido, o líder da Revolta da Chibata, acontecimento que completou cem anos ontem, 22 de novembro.

A música O Almirante Negro, de João Bosco e Aldir Blanc, canta a história do marinheiro, e faz referência a outro líder da história contra a escravidão: o jangadeiro Chico da Matilde.


Outros atores da história negra no Brasil foram artífices da luta contra a escravidão, outros levantaram suas vozes e suas mãos na defesa de direitos e garantias sociais, outros tantos emprestaram suas mãos para a construção do país. São histórias que ainda deverão ser contadas...

Conheça os três personagens comentados aqui, clicando sobre seus nomes:

Zumbi

João Cândido

Chico da Matilde

domingo, 14 de novembro de 2010

Xenofobia

Xenofobia é um termo retirado do campo da psicologia e que tem sido utilizado para dar nome a um tipo de relação que se estabelece socialmente.

Veja o que se diz na Wikipédia:

Atitudes xenofóbicas incluem desde o impedimento à imigração de estrangeiros ou de pessoas pertencentes a diferentes culturas e etnias, consideradas como ameaça, até a defesa do extermínio desses grupos. Por esta razão a xenofobia tende a ser normalmente associada a preconceitos étnicos ou ligados a nacionalidade. Estereótipos pejorativos de grupos minoritários (por exemplo: "asiáticos são sujos", "muçulmanos são violentos", "negros são menos inteligentes", "europeus do norte são superiores aos europeus do sul", "povos anglo-saxões são superiores aos povos latinos”, etc.) e conflitos de crenças podem levar um indivíduo ao ódio.


A História da humanidade está cheia de exemplos em que a aversão por aquele que é diferente foi explorada e incentivada a ponto de acontecer guerras que extrapolaram as fronteiras das comunidades locais e atravessaram países e continentes. Foi o caso da II Guerra Mundial.
Após o seu término, a ONU – Organização das Nações Unidas foi criada, com o propósito de salvaguardar direitos dos países e principalmente de seus cidadãos. Em dezembro de 1948 os países membros desta entidade, entre eles o Brasil, assinaram a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Bandeira da ONU

Para garantir os direitos dos cidadãos, independente de sua etnia, cor, raça, religião ou procedência, a Constituição Brasileira afirma a igualdade de todos perante a lei logo em seu primeiro capítulo.

Deputado Ulysses Guimarães com um dos primeiros exemplares da Constituição recém promulgada em 1988.

Fonte: Agência Brasil


E para aqueles que não respeitam esta igualdade, há a Lei Federal 9459 de 15 de maio de 1997. No artigo 20°, esta lei estabelece que:


Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.
Pena: reclusão de um a três anos e multa.


OU: a xenofobia, quando caracterizada como discriminação ou preconceito, é uma questão da Justiça.